Cores mortas
Como o meu coração que mofa
4 pílulas jogadas na mesa
E 6 na minha garganta
Poderia jogar o corpo da ponte
Assim como jogo coisas aos montes
Poderia sair e ser atropelada
Ou morrer congelada
Poderia insistir em viver
Mas me diz, p/ que...
Hoje eu descobri
Não tenho mais que existir
Não tem mais o que encobrir
Sem sensacionalismo
Só vai ser mais uma vítima
De si mesma
Sem hipocrísia
Eu não vou fazer falta p/ quem esta lendo
Crendo que eu sou louca
Mas louca é viver eternamente com essa briga
Não ah livro que me faça aprender
E nem roupas que me façam serNão ah nada p/ mim
Nada mais que o nada que eu já vivi
Teclas sendo digitadas
Por palavras sendo vomitadas
E as minhas tristezas sendo tão pouco expressadas
Eu não tenho nada
Nada, não tenho asas
Nada, não tenho nem uma conquista
Nada, eu não tenho uma lição ah ser aprendida
Porque eu sempre estou apreendida
Eu não tenho exatamente nada
Não me de um sorriso, se não for p/ ficar comigo
Não me olhe com carinho
Se não for p/ me dar por inteiro
Não surja qualquer merd* que não seja p/ me servir de abrigo
Mas agora, não faz mais diferença,
Pois ah minha existência já foi colocada em sentença
E hoje, é o último dia, de nesse mundo ah minha presença!
Nenhum comentário:
Postar um comentário