terça-feira, 24 de abril de 2012

Morte Incontestada!


Cores mortas 
Como o meu coração que mofa 
4 pílulas jogadas na mesa 
E 6 na minha garganta 
Poderia jogar o corpo da ponte 
Assim como jogo coisas aos montes 
Poderia sair e ser atropelada
Ou morrer congelada 
Poderia insistir em viver 
Mas me diz, p/ que... 
Hoje eu descobri 
Não tenho mais que existir 
Não tem mais o que encobrir 
Sem sensacionalismo 
Só vai ser mais uma vítima 
De si mesma 
Sem hipocrísia 
Eu não vou fazer falta p/ quem esta lendo 
Crendo que eu sou louca 
Mas louca é viver eternamente com essa briga 

Não ah livro que me faça aprender 

E nem roupas que me façam ser 
Não ah nada p/ mim 
Nada mais que o nada que eu já vivi 
Teclas sendo digitadas 
Por palavras sendo vomitadas 
E as minhas tristezas sendo tão pouco expressadas 
Eu não tenho nada 
Nada, não tenho asas 
Nada, não tenho nem uma conquista 
Nada, eu não tenho uma lição ah ser aprendida 
Porque eu sempre estou apreendida 
Eu não tenho exatamente nada 
Não me de um sorriso, se não for p/ ficar comigo 
Não me olhe com carinho 
Se não for p/ me dar por inteiro 
Não surja qualquer merd* que não seja p/ me servir de abrigo 
Mas agora, não faz mais diferença, 
Pois ah minha existência já foi colocada em sentença 
E hoje, é o último dia, de nesse mundo ah minha presença! 

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